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Estruturas arqueológicas, s. XIV, Cerca Fernandina

2022 Conservação Preventiva

Elaboração de um relatório prévio e proposta para tratamento e manutenção de estruturas pertencentes à Cerca Fernandina* e também outros elementos de valor patrimonial como paramentos de interesse arqueológico integrados num edifício particular** no bairro de Alfama, em Lisboa. Trabalho realizado por Sandra Alves, conservadora-restauradora.

* A Cerca Fernandina foi mandada construir na década de 70 do séc. XIV, pelo rei D. Fernando, para substituir a Cerca Moura, alargando o perímetro da cidade. Por esse motivo foi também designada Cerca Nova. Esta estrutura foi reconhecida e classificada como Monumento Nacio­nal em 1910, com o Nº de IPA PT031106120023, por Decreto do Diário do Governo na pu­bli­cação Nº 136/1910, Série I de 23-06-1910, emitido pelo Ministério das Obras Públicas, Co­mér­cio e Indústria com a designação de Castelo de São Jorge e Restos das Cercas de Lisboa.

** O edificio particular, de carácter residencial e comercial, foi edificado inte­gran­do na sua constituição fracções da muralha da referida cerca, incluindo a base de uma das duas torres que terão existido no Largo Chafariz de Dentro (Alfama, Lisboa) e a escadaria de acesso ao adarve. Num edifício confinante encontravam-se os Banhos de Alfama, geridos no período cris­tão medieval por monges cistercienses do Mosteiro de Alcobaça.

Agradecimentos Gothikmoments Construções ~ Direção-Geral do Património Cultural, Ministério da Cultura ~ Rigor Perene, Conservação e Restauro ~ Clay, Arqueologia

O troço de muralha que constituirá a base de construção de uma torre da Cerca Nova.
Arco sob a escadaria, elemento construído em pedra aparelhada.
Paramento possivelmente na base da construção dos Banhos de Alfama.
Conjunto de vigas do tecto, que separa o compartimento correspondente à torre da Cerca Nova do seu piso superior.