APRESENTAÇÃO, UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
- Pedro Pedroso. 2014. Património insólito e património sem representação, in conferência "Patrimonialização e Sustentabilidade do Património: Reflexão e Prospectiva", Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 19 Nov, Lisboa.
Patrimonialização e Sustentabilidade do Património: Reflexão e Prospectiva - Resumo
Este eBook deve-se ao encontro científico realizado sob igual título, em Novembro de 2014, numa parceria do Instituto de História Contemporânea com o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. Como se sublinhou ao projectar o encontro de 2014, a importância e o papel do património na sociedade contemporânea tornam praticamente transversal a todas as áreas científicas a necessidade de conhecimento e de reflexão sobre questões ligadas à memória (principalmente sob dimensões colectiva e social), à selecção de elementos do passado e sua refuncionalização no presente, à função patrimonial de certos bens e manifestações culturais em relação a comunidades de pertença, ao carácter cíclico do património, à dimensão patrimonial do desenvolvimento, enfim, ao património como facto social e cultural. Tornou-se recorrente usar o termo patrimonialização para designar o processo de constituição de património a partir de realidades e de bens culturais ou naturais, assim como o verbo causativo patrimonializar para designar a acção de identificar os valores culturais de um dado bem, de os reconhecer socialmente e assim constituir património. Destes processos resultam variadas formas de sedimentação patrimonial e emergem ampliadas necessidades de gestão das realidades contemporâneas associadas ao denominado património e aos usos dos bens que se pretende salvaguardar ou preservar. Os trabalhos aqui publicados são demonstrativos da diversidade de acepções a que se prestam os enunciados conceitos operativos. A complexa temática da patrimonialização e da sustentabilidade do património, material e imaterial, natural e cultural (distinção, ela própria, no cerne de algumas discussões mais recentes), é ampliada pela diversidade de configurações históricas e pela reconhecida ambiguidade dos termos que convoca.

